'Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà' mostra olhar sobre a resistência e espiritualidade afro-brasileira

Méri Oliveira (fotos: Mariane Lopes e Luana Maria)

O curta-documentário Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà, dirigido por Mariane Lopes, oferece um olhar sensível sobre o cotidiano de uma casa de Candomblé. A obra explora os laços de pertencimento e a resistência das religiões afro-brasileiras, especialmente em Mato Grosso do Sul.

Com uma abordagem focada na vivência coletiva de um terreiro, o documentário reflete sobre a importância da cultura e espiritualidade para a preservação da memória afro-brasileira. A produção destaca a vitalidade do Candomblé, não apenas como religião, mas como identidade cultural.

Embora não se concentre em rituais, o filme enfatiza o conceito de Ifé (amor) e as práticas cotidianas que mantêm vivos os fundamentos do Candomblé. Com imagens delicadas e depoimentos reais, a obra desmistifica estereótipos e combate o racismo religioso por meio do amor e da ancestralidade.

A abordagem decolonial do documentário visa ampliar a compreensão sobre o papel das religiões de matriz africana. Ele destaca o impacto cultural e social dos povos de terreiro, ressaltando a importância do respeito à diversidade religiosa em um Brasil plural e marcado por desigualdades históricas.

O Ilè Asé Efunsola Àjagúnà, cenário do documentário, é uma casa de Candomblé em Campo Grande, dirigida pelo Babalorixá Geiser Barreto de Oxaguiã. Fundada em 2016, a casa atua como um ponto de acolhimento e combate à intolerância religiosa, promovendo ações culturais e educativas.

O documentário Ìlê Asè Efunsola Àjagúnà será exibido no Pantanal Film Fest, no dia 4 de abril, às 18h. A sessão ocorrerá no Museu da Imagem e do Som, localizado no terceiro andar da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande (MS).