Joilson Francelino, amigo da jornalista assassinada Vanessa Ricarte e que a acompanhava quando foi esfaqueada e morta pelo ex-noivo, em 12 de fevereiro, precisou parar várias vezes a reconstituição do crime, na tarde desta terça-feira (25), em Campo Grande.
Os advogados que representam Joilson revelaram, com exclusividade ao TopMídiaNews, que o ambiente estava ''pesado''.
''Foi muito emotivo. Em vários momentos nós tivemos que parar os trabalhos ali, para o Joilson se recompor, porque ele ainda não está muito bem'', comentou um dos advogados, Pablo Gusmão. Ele atua como assistente de acusação contra o suspeito, o músico Caio Cesar Nascimento Pereira.
Gusmão detalha que, para evitar a exposição do cliente, solicitou à delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que fechasse a rua. Ela então solicitou apoio do Garras, que isolou o entorno da reconstituição com homens fortemente armados.
Vizinho chorou por não salvar Vanessa (Foto: Alice Assis)
Desesperador
Um vizinho da Vanessa, de cerca de 50 anos, também participou da reconstituição e, por meio de gestos detalhados, como socos em portão e simulação de socos, contou o que houve na tarde de 12 de fevereiro. O homem contou que escutou a jornalista gritar e foi ver o que era.
''Foi desesperador... foram gritos de terror'', relatou o morador emocionado por não ter conseguido salvar a profissional das facadas do ex-noivo.
''Bati no portão para destrair ele e depois acionei a polícia'', disse a testemunha com lágrimas nos olhos.