Se depender de Erica Camargo Amaral, 25 anos, o atropelamento e morte do filho, Juliano Honorato, 10 anos, será classificado como homicídio doloso, em Rio Negro. O motorista assumiu ter bebido antes do ocorrido e estaria em alta velocidade, em plena Noite de Natal.
''Isso não vai ficar assim'', desabafou Érica, que prometeu lutar com todas as forças por justiça.
Mentiras
A mãe, ainda muito abalada, descreveu o que seria mentira do motorista no relato à polícia.
''Ele não estava a 60 Km/h e sim a 80 Km/h, em uma via de 30 Km/h. A distância que meu filho foi arremessado foi grande, ele nem conseguiu desviar'', observou a mulher.
''O Juliano teve a vida ceifada por um irresponsável e sem um pingo de amor e respeito'', completou a moradora. Ela diz ter testemunhas que o causador do acidente já teria passado na via em alta velocidade e trafegava com os faróis apagados.
Até o momento, Erica estava focada no velório e despedida do pequeno e ainda se recuperando da perda inesperada. A partir de agora, ela e a família vão buscar meios de cobrar punição severa ao condutor, a quem chama de ''assassino''. A ideia inicial é procurar um advogado.
A mulher também fez críticas à polícia e à demora na chegada da ambulância. Ela lamentou o fato dos policiais quererem prender os tios dela que o motorista que matou Juliano. Ela acrescentou que o carro do suspeito foi tirado do local do acidente e estacionado, prejudicando a perícia.
Motorista assumiu ter bebido e estaria em alta velocidade (Foto: Reprodução Veja Folha)
Solto
Jose Junior Maria Campos foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia na quinta-feira (26). O juiz do caso reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, mas negou convertê-la em preventiva, que na visão dele seria ''medida excepcional''. O condutor do Fiat Uno prata foi solto sem nem mesmo pagar fiança.
Perigo
A denunciante ressaltou que a rua onde houve o atropelamento é perigosa.
''... precisa de quebra-molas. É uma rua que não tem nada de segurança'', alertou Camargo. Ainda sobre o acidente, ela destacou que quem teria imagens de câmeras não quer ceder.
O espaço está aberto para manifestação do envolvido ou da defesa dele. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.