A família de Isac Felizatte Rosa Nogueira, 21 anos, morto neste domingo (30), tem questionado a versão apresentada à polícia sobre o acidente que matou o jovem. Eles suspeitam que o motociclista envolvido estivesse embriagado.
Segundo a versão inicial do motociclista envolvido no acidente, ele trafegava pela Avenida Afonso Pena em uma Yamaha Fazer no sentido leste/oeste e reduziu a velocidade ao se aproximar do semáforo. Nesse momento, sentiu um forte impacto na traseira da moto, causado pela Honda Fan pilotada por Isac.
Com a batida, Isac foi arremessado contra a lateral de uma caminhonete S-10 estacionada e sofreu ferimentos graves na cabeça. O capacete dele foi ejetado na batida. Equipes de resgate prestaram socorro e o encaminharam em estado gravíssimo à Santa Casa, mas ele não resistiu.
A Polícia Militar, que se deslocava para outra ocorrência, encontrou a vítima caída no asfalto e iniciou os primeiros atendimentos. O motociclista da Yamaha Fazer se apresentou como condutor e relatou a dinâmica do acidente. No entanto, recusou-se a realizar o teste do bafômetro.
Pouco depois, já dentro da viatura, o rapaz mudou sua versão e afirmou que não estava dirigindo, mas sim na garupa. Segundo ele, o verdadeiro condutor seria um amigo que não possui habilitação.
Na delegacia, ele aceitou fazer o teste de alcoolemia, que apontou negativo para álcool no sangue. O suposto piloto da moto, no entanto, não foi apresentado às autoridades.
Segundo familiares, Isac retornava de uma festa. A família acredita que ele possa ter sido atingido, contradizendo a versão apresentada à polícia. Eles suspeitam que o garupa se apresentou como o motociclista, na tentativa de encobrir o amigo, possivelmente embriagado, relatou uma tia da vítima, de 58 anos.
O corpo de Isac foi velado na manhã desta segunda-feira (31). O caso é investigado.