25/07/2017 17:53
Prefeitura ignora protesto de motoristas Uber e diz que decreto foi 'amplamente debatido'
Associação diz que 600 veículos estiveram em carreata nessa segunda-feira
A Prefeitura de Campo Grande não quis repercutir a manifestação feita por motoristas do aplicativo Uber, na tarde dessa segunda-feira (24), e se limitou a dizer que o decreto que regulamenta a atividade na cidade, criticado pelos profissionais, foi amplamente debatido, inclusive com a participação deles.
''Informamos que todos os itens do Decreto foram amplamente debatidos, durante 2 (dois) meses, com diversos órgãos e representantes de classe, inclusive contando com a participação da Associação dos Motoristas de Aplicativos de Mobilidade Urbana - Amo e dos Condutores dos Aplicativos - Aplic'', informou a Agetran (Agência de Transporte e Trânsito de Campo Grande).
(Motoristas usaram nariz de palhaço para protestar contra decreto municipal)
Segundo o presidente da AMU (Associação dos Motoristas de Aplicativo de Mobilidade Urbana), Wellington Dias, a carreata contou com cerca de 600 motoristas que atuam pelo aplicativo Uber. Eles percorreram o centro da Capital, principalmente na Avenida Afonso Penal, onde fica a prefeitura.
Os pontos do decreto municipal 13.157 mais criticados pelos 'uberistas' foram a necessidade de placas vermelhas nos veículos, exigência de carros com máximo de cinco anos de fabricação e no nome do motorista, além de 7% de imposto sobre o valor do quilômetro rodado.
'Do jeito que está não tem como ser razoável. Estamos insatisfeitos com as declarações do prefeito [Marquinhos Trad] e com os resultados da comissão formada para elaborar o decreto.
''Não fomos ouvidos, mesmo participando da comissão, estando presentes nas discussões. Eles não tiveram bom senso na elaboração do documento'', criticou Dias.
Com a nota, enviada ao TopMidiaNews, na tarde desta terça-feira, a prefeitura descarta quaisquer alterações no documento e que não vai ceder às exigências da empresa norte-americana.
O prefeito Marquinhos Trad (PSD) prometeu punir os motoristas de aplicativo Uber, conforme normas do decreto. Ele disse que em agosto agentes da Agetran vão intensificar a fiscalização e quem for flagrado dirigindo pela empresa, que ainda não entregou os documentos necessários, pode ter o alvará cassado.