Vítimas de feminicídio estamparam as cruzes enterradas em frente a prefeitura de Campo Grande, em ato contra a violência. No terceiro mês do ano, seis mulheres foram assassinadas em Mato Grosso do Sul.
Vanessa Ricarte, Mirielle Santos, Juliana Dominguez, Emiliana Mendes, Karina Corim, Aline Rodrigues, Gabriela Araújo Barbosa e Giseli Cristina foram os nomes lembrados e presentes no protesto contra a violência.
Manifestação que reuniu mulheres na Avenida Afonso Pena destacou a luta das mulheres principalmente onde esta data deveria ser celebrada por elas.
Durante o manifesto, gritos foram entoados contra o machismo, além de "queremos viver", "deixe-nos viver".
Em meio a isso, uma ativista relembrou que a jornalista Vanessa Ricarte foi morta pelo ex-noivo enquanto estava com uma medida protetiva na bolsa.
A triste realidade assola e 'ofusca' o Dia Internacional da Mulher. Somente nos três primeiros meses deste ano, Mato Grosso do Sul já conta com 3.682 ocorrências de violência contra as mulheres.
Entre Karinas, Vanessas, Emílias e tantas outras mulheres que foram vítimas de violência doméstica de seus respectivos companheiros ou ex-companheiros, a pergunta sempre vai ser: até quando? O que fazer?
A capital sul-mato-grossense possui 1.374 casos de violência doméstica até a última atualização no site da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), realizada na noite de quarta-feira.
Em janeiro, houveram 673 ocorrências registradas, enquanto fevereiro caiu para 570 boletins de ocorrência e em março, até o momento, foram 131.