A promotora de Justiça Cristina Beraldo de Andrade, representando o Ministério Público Estadual, no processo contra Carlos Hugo Naranjo Alvarez, diz que o suspeito "não tem preocupação com a vida alheia". Ele foi preso em flagrante no dia 28 de fevereiro, acusado de atropelar e matar Matheus Frota da Rocha, de 27 anos, em Campo Grande.
No pedido enviado para o Tribunal de Justiça, para que o estrangeiro permaneça em prisão preventiva, a promotoria afirma que a conduta de Carlos, ao fugir do acidente, negando socorro às vítimas, coloca em risco a ordem pública caso ele seja solto.
"A garantia da ordem pública se revela, ainda, na necessidade de se assegurar a credibilidade das instituições públicas quanto à visibilidade e transparência de políticas públicas de persecução criminal", argumentou.
Além disso, ao exceder a velocidade enquanto trafegava por via pública, demonstra que o colombiano não se preocupa com a vida do próximo.
"Apesar de a prisão cautelar ser uma exceção, ela representa um meio necessário para a proteção da sociedade em casos com o presente, sendo que, em tal cenário, as medidas cautelares diversas da prisão não se apresentam como adequadas à gravidade do delito", ressaltou.
O acusado passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (3), em Campo Grande, após o juiz titular de Rochedo se declarar incompetente para julgar o caso, uma vez que o acidente aconteceu na Capital.