O café, uma das bebidas mais consumidas no Brasil, sofreu alta vertiginosa de preço. Em Campo Grande, o gosto ficou amargo, com R$ 16 o pacote com 500 gramas.
O preço da marca Caboclo, a vácuo, que até o começo de setembro era de R$ 8,90, em um atacadista da Capital, passou para R$ 14 em novembro. Nesse período, houve oscilações, com o produto custando R$ 11, mas o preço alto logo voltou.
Em uma rede de supermercado com 12 lojas na Capital, o café da mesma marca, mas de pacote conhecido como almofada, custa quase R$ 12.
A marca Três Corações, também grande conhecida do público, é vendida a R$ 16,99, o tipo Extraforte. Nesse mesmo mercado, o café Pilão, tipo almofada, de 500 gramas, custa R$ 13,99. A marca Brasileiro, tipo almofada, não sai por menos de R$ 15,99.
Durante o último final de semana, um supermercado, com quatro lojas na região do Grande Los Angeles, vendia o café Caboclo, a vácuo, a R$ 12,49. No entanto, o dia era promocional e valia até o domingo ou até acabar o estoque.
Supermercado com lojas no Jardim dos Estados e na Júlio de Castilhos, vende o café Caboclo, a vácuo a R$ 7,49. No entanto, a embalagem é com 250 gramas. Provavelmente, o pacote com meio quilo sairá a quase R$ 15.
No final de setembro, café ainda custava R$ 11 em mercado no Los Angeles. (Reprodução Facebook)
Reajuste
Segundo o IPCA, índice que mede a inflação, o café subiu 35% nos últimos 12 meses.
Conforme a CNN Brasil, uma das justificativas é a mesma da alta da carne bovina. Ou seja, o dólar alto faz com que produtores exportem o produto e a oferta no mercado interno diminua, com isso o preço maior.
O mesmo princípio vale para a compra dos insumos, como fertilizantes, por exemplo, que são comprados em dólar, e encarece o custo de produção.
Fatores climáticos como a seca no Triângulo Mineiro – no primeiro trimestre do ano e a geada em plantações de café em regiões do Sul do País em agosto, também são levados com consideração.